Nascido no seminário “Onde Estão os Negros no Mercado de Trabalho?”, realizado pelo grupo Atitude Quilombola, no último dia 13 de maio, o Fórum de Combate à Desigualdade Racial no Mercado de Trabalho foi lançado hoje (dia 02/07), durante o desfile do 02 de Julho, entre a Lapinha e o Terreiro de Jesus, quando os militantes conduziram faixas e distribuíram um manifesto.
Assinado pelo Atitude e pela CUT, MNU, Instituto Búzios, Conen e Gaeec (Grupo de Arte-Educação, Esporte e Cultura), o manifesto lembra que os negros constituem a maior parcela da população de Salvador, tem uma presença marcante na vida da cidade e do estado (e do país), que tem sido aproveitada como imagem exportada pela indústria do turismo e até hoje não tem cidadania plena efetiva e ativa. É a herança racista que impede o acesso aos bens públicos de qualidade e ao mercado de trabalho, afirma o manifesto.
O propósito imediato do Fórum é “deflagrar uma campanha de âmbito metropolitano para o combate à desigualde no mercado de trabalho", tanto no poder público quanto no privado, afirma o documento. Dentre as atividades da campanha estão previstas ações diretas de denúncias, atos públicos, passeatas e mobilizações de grupos diversos, e ações jurídicas, iniciadas com abaixo-assinados, audiências públicas e campanhas de marketing. “Nosso objetivo é pressionar o poder público executivo e legislativo nos níveis municipal e estadual, assim como o setor privado para a adoção de medidas que combatam o racismo no mercado de trabalho”, reitera o documento.


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